Mostrando postagens com marcador Todos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Todos. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de novembro de 2010

Cerimônia do Chá



Olá queridos leitores e leitoras! Hoje, voltamos com a minha sessão favorita do blog, onde convidados especiais colaboram com esse espaço aqui.

Hoje o convidado é o nosso ilustre leitor e antigo correspondente, André Motta! (André, desculpa, mas eu tinha me esquecido se teu sobrenome era com um T ou dois, rsrsrs). Abração galera, e curtam a colaboração!

Sayonara!


***


Ouroboros.
Um dos símbolos mais antigos da história da humanidade. Um círculo formado por uma serpente mordendo sua própria cauda, caso você não o conheça.
E um dos jeitos mais rápidos e práticos de explicar quem sou.
Não, eu não sou uma serpente e não, eu não estou mordendo meu rabo. Pro inferno com as piadas.
Faz tempo que deixei de achar graça.

Como todo adolescente, eu me achava anormal. E no pior sentido da palavra. Realmente nunca gostei de caminhar com a massa, de ver filmes que fazem sucesso porque fazem sucesso.
Isso faz sentido?

Bem, o caso é que eu sempre achei que tinha algo de diferente. Tinha de ter, não podia aceitar que eu fosse igual àqueles idiotas.
O meu bairro não era muito agitado, de forma que passei muito tempo sem presenciar acidentes, assaltos e outras formas de violência.
(Tirando, claro, os bullyings de sempre).

Mas acho que estou divagando demais e isso pode acabar te deixando sem vontade de continuar lendo.

Colocando em palavras simples e diretas, eu posso literalmente te tirar das garras da morte.

Nessas horas eu gostaria muito de ter nascido numa família diferente, que me matriculasse em um curso de desenho ou pintura.
Eu adoraria poder mostrar a você o que eu vi.

Antes de virar a esquina, eu já estava com uma sensação estranha. Você já deve ter sentido. Uma coisa estranha na altura do peito, que não deixa dúvida nenhuma que tem alguma coisa errada.
Quando eu a virei, parecia estar vendo um filme.
As paredes das casas e a rua ficando azuis e vermelhas, bem como os rostos das pessoas que, correndo de um lado pro outro ou se esticando paradas, tentavam conseguir um ângulo melhor para assistir o “espetáculo”.

Enquanto eu mesmo tentava conseguir um ângulo pra mim, pude ir montando o quebra-cabeças com os comentários avulsos que ia ouvindo.
“...Bêbado...”
“...Imprudente...”
“...Tem a idade da minha filha...”
“...Culpa da prefeitura...”

Quando finalmente consegui ver a cena (marcas de pneu na rua levando a um carro batido em uma cerca, passando por uma ilha formada por uma garota praticamente boiando em sangue), uma outra luz estava se juntando ás duas anteriores. Três, se você contar com a luz alaranjada do Sol poente.

Ela era um azul muito pálido, quase acizentado, e vinha como um cone de cima, praticamente um holofote das nuvens.
E antes que eu pudesse me dar conta que eu era o único vendo isso, lá estava, sobre garota, o Anjo da Morte.

É claro que eu ainda não sabia que era o Ceifador em pessoa; naquele momento, para mim, era só uma pessoa muito alta, vestindo um manto escuro, com um capuz que não me deixava ver seu rosto.
Além das asas angelicais negras e da foice, óbvio.

Acho que eu tenho que admitir que ainda não sabia, mas tive quase certeza.

Conforme eu olhava sem parar para dentro de seu capuz, ele virou pra mim. Sabe aqueles sonhos em que você fica em câmera lenta?
Então, só que no caso eram apenas as pessoas e todo o resto que estavam assim. Eu só estava paralisado de medo mesmo.
Quando olhei melhor, eu pude ver linhas brancas saindo das pessoas, de mim e da garota.
Essa última linha, inclusive, estava passando pela mão esquerda do Ceifador antes de continuar dando a volta pelo corpo da garota.

Eu não sei explicar como eu fiz, eu só quis fazer. Quando vi, a linha que o Anjo estava segurando não era mais a da garota, mas uma partindo do meu braço esquerdo.

Eu não acho que alguma vez ele foi enganado por mim, já que tanto nessa quanto nas outras vezes, ele olhou pra mim, como se esperasse confirmação, antes de cortar a linha com sua foice.

Enquanto essa terceira (ou quarta) luz desaparecia, as pessoas iam voltando a se mover normalmente e o volume do burburinho ia aumentando.

“...Graças a Deus...”
“...Milagre...”

A garota ainda estava no mesmo lugar, mas tinha aberto os olhos e respirava; com dificuldade, mas respirava.
Ela parecia procurar alguém na multidão.

Ainda não tinha pensado nisso. Será que ela viu tudo o que eu vi?

Eu não esperei pra perguntar. Eu corri pra casa, meio desequilibrado.
Levei certo tempo pra me acostumar a correr com um braço inerte.

Atualmente, eu já não escuto nada nem enxergo com o olho esquerdo.
Parece pouco, mas eu tentei selecionar muito quem salvar e até se era eu quem devia estar tomando essas decisões.

Quem merce viver? Quem vai usar de verdade uma segunda chance?
Será que quem precisa de uma segunda chance para dar sentido à sua vida merece-a?

Eu queria alguém para dividir minhas dúvidas. Pra me ajudar com as minhas decisões.
Pra estar do meu lado quando a única linha que me sobrar pra barganhar for a que prende minha alma ao meu corpo.

Mas eu já vi filmes assim, li livros assim. Eu sei o que acontece caso a pessoa errada fique sabendo.
Ou eu viro cobaia, ou uma arma.
E meu dom vai perder o sentido que eu imagino que tenha.

Por essas e outras que eu amo (ou amei) a tecnologia. Não preciso ser um gênio para ter um “Plano B”.

Caso você esteja lendo isto, alguma coisa deu errado. Escolhi mal.

Só peço que você não esqueça do que leu. Não tente me encontrar, não gaste a sua 'chance' nisso.
Lembre-se apenas que houve sim uma pessoa disposta a ajudar.
E dê sentido à sua vida.
Acho que não vou poder estar lá caso você precise de uma segunda chance.


Só pra constar, eu menti duas vezes.
Continue lendo só se quiser saber mesmo.

Eu sempre gostei daqueles filme idiotas.
E eu ainda morro de
rir quando ouço aquela piada.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Por motivo de força maior...


Olá leitoras e leitores!!! Desculpem o atraso no post... olhem bem pra minha cara e vejam porque...
Catapora... sim... catapora aos 24 anos... malditas criancinhas na emergência de pediatria...

Amanhã tem post de conto! Aguardem!

Abraços e fujam da catapora!

Sayonara! o/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DE VOLTA!!!!


Olá queridos leitores e leitoras!!! Nós dobramos mas não quebramos!!! E, finalmente, depois de uma longa espera, os problemas técnicos foram resolvidos, e o blog pode voltar com fúria total!!!!

Aguardem novas atrações, novos colaboradores e muito mais coisas!!!!

Sério, eu já estava agoniado de não postar nada aqui!

Um grande abraço à todos e até quinta-feira, com o retorno dessa bagaça!

Sayonara!

domingo, 5 de setembro de 2010

O Bardo - Capítulo 11

Capítulo 11 - Luz na Escuridão

James acordou subitamente. Não foi nenhum barulho, toque ou sensação que o despertou. Foi como um pressentimento. Acordou bem à tempo de sacar seu sabre e defender a facada que tinha como alvo a sua garganta. No escuro da noite, divisou um vulto esguio, que o atacou mais três vezes. Três estocadas com facas longas, que o jovem conseguiu afastar de seu corpo. Ouviu, à sua esquerda, a aproximação de algo ou alguém pesado, se arrastando e, logo após, percebeu Leto se movimentando na direção do som. Por fim, Lady Sadller se levantou, esquivando-se para a direita, e sacou também seu sabre, o que James percebeu por causa do arrastar da lâmina na bainha.

O garoto foi atacado novamente pelo vulto, conseguindo mais uma vez desviar os golpes. Murmurou consigo mesmo palavras ancestrais ensinadas por Rester. A lâmina de seu sabre brilhou com uma luz branca e fria. A reentrância nas rochas que lhes servira como acampamento noturno fora iluminada. Pôde ver, à esquerda, um demônio de magma combatendo Leto. O monstro tinha um tronco humano deformado e coberto por rocha incandescente. Seus braços eram extensões pastosas do torso, bem como as pernas. A cabeça era pequena, quase sem pescoço, e tinha apenas dois olhos vermelhos e brilhantes. À direita, Lady Sadller lutava contra um soldado trajando armadura de placas, completa, com um brasão estampado em seu escudo pesado. Corvo negro sobre fundo branco.

À sua frente, a caçadora.

Trajando uma armadura completa que, apesar de cobrir todo o corpo, lhe ressaltava as curvas sensuais, estava uma mulher ruiva, de pouco mais de vinte anos. O cabelo preso numa longa trança lhe caía pelas costas, até a cintura. Empunhava duas facas longas e lhe dirigia um olhar que era um misto de luxúria e ódio. Avançou contra o rapaz novamente. James conseguiu desviar três de quatro ataques. O último lhe cortou o ombro esquerdo, fazendo seu sangue quente escorrer por todo o seu braço, até chegar em sua mão e gotejar no solo.

Ouviu um grito de dor. O soldado conseguira acertar um golpe na perna de sua mestra, que caiu se apoiando sobre um joelho. Do outro lado, Leto dançava ao redor do monstro de magma e lhe desferia vários ataques com lâminas de sombras. Focou seu olhar na mulher à sua frente. Ainda sentia sono e cansaço e medo. Sua viagem poderia ter sido um fracasso total e estaria deixando muitas pessoas à própria sorte.

-Menino, sabe que você é mais bonito do que me informaram?

A mulher lhe sorriu um sorriso assassino, avançando mais uma vez. Numa fração de segundo, James decidiu sua linha de ação. Não tentou esquivar ou bloquear. Avançou numa estocada certeira, que acertou a caçadora no lado esquerdo do peito, sobre seu coração.

A ponta da espada não atravessou a armadura.

A caçadora passou por James, tendo conseguido lhe acertar dois cortes, um de cada lado do pescoço, que só não foram suficientes para lhe rasgar as jugulares e lhe tomar a vida pela surpresa de ter sido atingida no coração. O garoto sangrava pouco dos cortes, mas respirava ofegante. Sua espada não mais brilhava. A ruiva era novamente um vulto na escuridão.

Leto atingiu um dos olhos do mosntro, que grunhiu com força, mesmo sem ter uma boca. Foi então atingido de raspão por um potente soco, que queimou o punho de sua armadura de sombras e lhe feriu o antebraço direito. Lady Sadller foi atacada mais uma vez pelo soldado, sendo derrubada no solo. O homem de armadura postou-se sobre ela, pronto para desferir o golpe final com sua lança, quando a mulher cravou a ponta do sabre sobre o pé do oponente. O soldado engasgou de dor, largando a lança e não conseguindo se manter ereto, cambaleou e caiu.

-Uma pena que seu golpe tenha ficado em minha armadura meu amor. Foi preciso, certeiro. Foi lindo. Você definitivamente merece meu beijo.

-Quem disse que sua armadura segurou meu golpe?

A ruiva arregalou seus olhos de puro espanto enquanto sentia seu peito rasgar, de dentro para fora, uma luz branca e fria emanando no local. Branca e fria como a luz que havia na espada do garoto antes do golpe, pensou. Caiu inerte no chão, esvaindo-se em sangue. James correu em auxílio de Leto, fazendo brilhar novamente seu sabre e estocando o outro olho da criatura, que grunhiu mais uma vez e tombou, desfazendo-se em uma poça de lava. Lady Sadller se levantou, dominando seu adversário e deixando-o na ponta de sua lâmina.

Leto trocou um olhar com James. Sorriu.

James caminhou na direção do soldado, removendo seu elmo. Era um homem de trinta e poucos anos, moreno, com os cabelos cortados rentes, imberbe. Chutou o elmo para longe e encostou a ponta de seu sabre na garganta do prisioneiro.

-É melhor começar a falar logo, ou não temos utilidade para você - disse Leto.

O soldado viu-se amedrontado mas, antes que pudesse dizer algo, seus olhos se reviraram, deixando apenas o branco da esclera aparecer. Uma voz gutural pareceu falar por sua boca.

-Essa marionete inútil não me serviu, e a caçadora pereceu. Mas tudo já está adiantado e seguirá como previsto. Desista, filho de Rester. Sua hora está próxima.

Os três ficaram ali parados por mais alguns instantes, enquanto o soldado estrebuchava e morria. Entreolharam-se. James mirou a montanha.

-Parece que vai ser uma longa subida. Lady... sua perna...

Leto colocou a mão sobre o ombro do rapaz.

-Quer que eu cuide dela?

A mulher olhava de um para o outro, sem entender. A compreensão tomou seu rosto quando James assentiu.

O garoto subiria sozinho até o topo.

Continua...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Testando o Blogspot



Olá queridos leitores e leitoras! Tudo bem com vocês? O post de hoje (totalmente fora do previsto) era pra fazer um pequeno teste. Que foi concluído com sucesso, por sinal. Aparentemente, meu modem (VIVO 3G) resolveu que eu não posso postar fotos no blog aqui. MAS, utilizando-me da boa e velha internet banda estupidamente lenta (discadona mesmo), eu consegui. Ou seja: FAIL enorme pra VIVO, enquanto eles não resolvem esse problema pra mim!

Um grande abraço e acreditem, estou trabalhando e pesquisando para fazer melhorias aqui.

Sayonara!

PS: A Foto de o Ezio, de Assassin's Creed II. Me falaram bem do jogo. Eu estou jogando o primeiro, mas achei muito repetitivo, embora não deixe de ser legalzinho.


domingo, 1 de agosto de 2010

O Bardo - Capítulo 10

Capítulo 10 - Perseguição


A floresta se fechava ao redor de James Albright. Não era natural, ele sabia. Suspeitava nem mesmo estar ali. Fazia dias que não via ou ouvia Lady Sadller ou Leto, o Assassino das Sombras. A grama entre as árvores parecia abraçar seus tornozelos como grilhões maleáveis. Caminhou sem direção, sabendo que não conseguiria se orientar, mesmo que tentasse.


James acordou. Era a terceira vez que tinha o mesmo sonho. O jovem estava no acampamento, junto com Lady Sadller, que dormia, e Leto, que mantinha-se em vigilância. Fazia já duas semanas que viajavam. Nos primeiros dias atingiram a cidade natal do garoto, apenas para descobrir uma grande devastação. Mansões queimadas, diversos corpos no chão e uma nuvem de corvos se alimentando dos restos.


Buscaram os rastros da Tropa do Corvo, mas o jovem já sabia seu destino. A prisão sobre a montanha de fogo, apesar de ninguém parecer saber onde tal estrutura ficava. Naquele quinto dia de perseguição, em meio à floresta, encontraram rastros mais consistentes, e um corpo deixado para trás. Uma mulher de meia idade com dois ferimentos profundos no peito. Tudo o que conseguiram foi escutar seu último suspiro e mais nada. Nenhuma informação. Isso frustrava Leto, que via naquela perseguição algo bondoso demais e estúpido demais.


-James... vem cá garoto... eu sei, é tua mãe... mas... sério... isso aqui não vai dar em nada... você não quer salvar o mundo? Se morrer, o mundo todo tá fodido...


O rapaz encarou o Assassino. Levantou-se e andou até ele, postando-se na sua frente. Se entreolharam por vários minutos, até que Lady Sadller pareceu despertar de seu sono. A mulher se levantou, seu punho roçando o cabo do sabre. O movimento não passou desapercebido para Leto.


-Então a senhora me mataria, por causa desse fedelho... é... parece que sou voto vencido...


James então relaxou sua postura. Estivera tenso todos os minutos que encarou Leto, aguardando um ataque do Assassino. Um ataque que não foi desferido. Os três então recolheram acampamento e seguiram viagem.


Por mais oito dias os três perseguiram os rastros da Tropa, até avistarem a montanha. Era um vulcão, logo perceberam. O calor era quase insuportável, mesmo estando ainda uns cem metros distantes da base do morro. No meio de uma trilha, visível da parte de baixo, a tropa escalava, conduzindo talvez umas sete dezenas de mulheres e crianças. James sentiu um aperto no coração. Sua mãe estava ali, e também a mulher de cabelos prateados. Sentiu algo especial por ela, mesmo sem saber quem era exatamente.


Antes que tivesse avançado, Leto segurou em seu ombro e apontou. James divisou quatro seres que nunca havia visto antes. Pareciam grandes massas vermelho-alaranjadas em princípio, mas as massas tinham braços longos e delgados.


-São Demônios de Magma. Melhor redobrarmos o cuidado. Avançaremos quando anoitecer.


James encarou Leto. Lady Sadller captou a tensão entre os dois. Ia levantar sua voz, mas Leto falou mais uma vez.


-Garoto, eu posso não ser bonzinho mas como estamos aqui juntos eu trabalho pelo bem da missão. Posso discordar, mas aceitei a ordem do seu pai. Então, não se preocupe comigo.


Enquanto aguardavam o anoitecer, os três não perceberam uma figura escondida nas sombras de uma caverna próxima.


Eles estavam sendo observados.


Continua...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Comunicado!! - Já estava na hora!





Olá senhoras e senhores, queridos leitores e colaboradores! Finalmente, depois de uma longa ausência, esse espaço está à toda novamente! Foram alguns dias de férias e mais alguns dias tentando resolver o bug que fazia com que eu não pudesse anexar fotos nos posts (que me desanimou um bocado), mas, cá estou novamente.

Hoje, pra comemorar o retorno, uma dica de jogo para PC. Fiquem de olho nos jogos da Blizzard! Agora, com uma filial brasileira, os custos dos jogos originais ficarão muito mais baratos! Além disso, esperem um suporte mais decente para os usuários verde e amarelos.

Aguardo ansiosamente por Starcraft II - Wings of Liberty, que dará sequencia à saga que esteve nos computadores em 1995 (aquele longínquo ano...)!

Abraços à todos!

Sayonara!

PS: O Bardo retorna no próximo domingo, dia 01/08!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Comunicado!!


Olá queridos leitores e leitoras!

Tal qual um carrasco medieval empunhando um afiado machado de duas mãos, o final do meu período letivo na faculdade se aproxima. Tal qual o condenado que galga os degraus do cadafalso, eu estou realmente tenso.

Dessa forma, peço humildes desculpas, mas essa semana não haverá prosseguimento do conto "O Bardo", mais uma vez. Entretanto, nada de pânico! Na quinta-feira (dia 15/07) haverá um novo post com mais uma parte do conto!!!

Agradeço a compreensão, e peço que todos torçam para que o Imperador aponte seu polegar pra cima e que o período acabe com um saldo positivo!

Gomen à todos.

Sayonara!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cerimônia do Chá - Resenha


Olá queridos leitores e leitoras! Hoje, uma cerimônia do chá um pouquinho diferente. Diretamente das longínquas terras de Recife, lá na terra do Sport (longínqua pra mim que sou carioca tá? Sem ofensas pra região, rsrs) uma leitora/colaboradora/amiga fez o imenso favor de, aproveitando sua tara por leitura, dedicar seu tempo à fazer uma resenha e colaborar com o blog.

Então senhoras e senhores, fiquem com o material enviado pela querida colaboradora Taynara Cardoso!


***

RAMSÉS - O FILHO DA LUZ - VOL.I


Este primeiro volume narra a trajetóia do jovem principe Ramsés. Mostra o personagem como qualquer adolescente, apesar de ser uma história antiga. Seus medos e paixões por Iset, a bela, o amor por Nefertari , além de seu grande desejo de assumir o lugar de seu pai, o grande faraó Sethi, com a sua simplicidade .

Mesmo não sendo uma regra geral Ramsés não é filho primogênito, o que faz com que Chenar, seu irmão mais velho, seja o mais " preparado ". Entretanto, Sethi treina o jovem secretamente para suceder o seu trono , levando o leitor a aprender os mistérios e a cultura egípicia, mostrando como o filho mais velho do rei faz uma aliança com menelau ,as tramas e as conspirações para que Ramsés não se torne faraó .

O herói só pode confiar em Armeni , o escriba , Setaou, o encantador de serpentes, e Moíses , seu condiscipulo hebreu .

O Livro é cheio de sedução e relata com precisão os templos dos antigos Deuses , cerimônias, descrição de lugares como Núbia , Tebas e o cotidiano de um povo que ama e respeita o seu lider .


***


Espero que todos tenham gostado. Eu, pessoalmente, fiquei com vontade de ler! Obrigadão pelo apoio e pela colaboração Tay!

PS: Peço mais uma vez desculpas aos leitores, mas o blog está me sabotando e não estou conseguindo anexar arquivos de imagem. Espero resolver isso ainda essa semana.

Obrigado à todos, e até a próxima Cerimônia do Chá!

Sayonara

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Comunicado!


Olá queridos leitores e leitoras.

Infelizmente, essa semana não haverá seguimento do conto "O Bardo". A faculdade caiu matando com trabalhos e provas, de forma que não consegui escrever o capítulo a tempo. Semana que vem o conto continua!

Na quarta-feira haverá uma participação especial, de uma leitora e mais nova colaboradora. Não deixem de conferir.

Grande abraço.

Sayonara.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Bardo - Capítulo 9


Capítulo 9 - A caçada

O mensageiro corria apressado, seu perseguidor muito próximo. Viajava já há dias, tentando alertar o exército de Ibehria. O Batalhão de reconhecimento ao norte havia sido totalmente aniquilado e a Tropa do Corvo atacaria a capital descendo a cordilheira de Tulkas. Se chegassem à capital, o reino seria derrotado.

O homem, alto e forte, coberto por uma capa esverdeada e usando uma armadura leve de couro, esgueirou-se para trás de uma rocha, afundando seus tornozelos na lama. Respirou fundo, aguçando seus ouvidos, tentando localizar seu perseguidor. Quando o batalhão fora destruído Ralvan se escondeu na mata e iniciou seu caminho de volta. Acreditou ter despistado todos os soldados mas, na manhã seguinte, percebeu que estava enganado.

Acordara assutado, olhando a cabeça de McDugall, seu amigo, pendurada sobre uma árvore. Estava sendo perseguido, e o caçador parecia gostar de brincar com sua presa. Sentindo-se já meio morto, o mensageiro decidiu usar todas as suas forças para chegar à capital. O inimigo era cruel, e Ralvan temeu pela segurança de seus familiares, fazendeiros que viviam próximos ao centro do reino.

Já no terceiro dia de perseguição, o mensageiro ainda não vislumbrara seu caçador. Sentia-se sempre observado. Dormia mal, poucas horas. Comia em marcha, apressado. Olhava por sobre os ombros a cada instante. Já pensava estar ficando louco, cada segundo parecendo ser seu último. Por vezes disparou flechas em pequenos animais ou em galhos que balançaram na mata ao sabor do vento. Até sua aljava ficar vazia.

Abandonou o arco e sacou sua faca longa. A sensação de apertar o cabo da arma dando-lhe certa tranquilidade. Mais cinco dias se passaram, e suas provisões acabaram. Começou a passar fome e sede, os males juntando-se ao sono e ao cansaço. Cada vez que a esperança começava a lhe abandonar, lembrava a si mesmo que faltavam apenas mais dois dias de marcha até o posto de observação mais próximo.

Faltava apenas um dia. O posto era guarnecido por uma quinzena de lanceiros e outra de arqueiros. Estaria seguro lá. Poderia entregar sua mensagem e depois descansar, protegido por trinta oficiais competentes. Perdera sua faca na trilha, tão cansado que já nem lembrava em que momento.

Felicidade. Avistou a torre de madeira e pedra, erguida em uma clareira na borda da floresta. A fumaça saindo da chaminé lhe indicando a presença dos soldados. Sentiu as lágrimas rolando de seus olhos. Ficaria vivo. Entregaria a mensagem. Salvaria o reino.

Correu os últimos metros, até a entrada da torre. Subiu as escadas até o observatório, onde ficava o posto de observação propriamente dito, a lareira e os mantimentos. Depois de subir o último degrau, deixou-se cair no piso de madeira lustrosa. Respirava pesadamente, seu rosto tocando o chão. Estava seguro.

Foi quando sentiu uma substância quente e pegajosa entre sua face e o chão. Ouviu uma voz que gelou sua espinha.

-O que eu mais gosto é desse olhar, mensageiro. É delicioso ver a esperança abandonar seus olhos. Abandonar os olhos da caça. Ficam opacos quando a presa percebe que vai morrer. Percebe que se esforçou em vão.

Ralvan ergueu a cabeça. O líquido pegajoso era sangue. No salão circular, jaziam trinta oficiais decaptados. Seus corpos empilhados próximo da lareira. As cabeças dispostas em cima de uma mesa de mogno. Sentado em uma poltrona confortável, na frente da lareira acesa, a caçadora.

Era uma mulher jovem, pouco mais de vinte anos. Os cabelos ruivos presos em uma trança até o meio de suas costas. Trajava uma armadura de placas sobrepostas que lhe caía de forma sensual, apesar de não revelar um centímetro de sua pele até o pescoço. Suas mãos estavam cruzadas sobre suas coxas, cada uma empunhando uma espécie de faca longa e lâmina levemente curvada. Gotejava sangue. Seus olhos verdes encontraram os olhos de Ralvan, e ela percebeu a opacidade.

Levantou-se.

-Obrigado mensageiro. Me proporcionou um verdadeiro prazer. Vou te conceder a minha maior dádiva para minhas presas. Você vai gostar, prometo. Eu sei que vou adorar.

Com um sorriso lascivo, a caçadora decaptou o mensageiro com um golpe limpo e rápido. Limpou as lâminas na capa do cadáver e embainhou as facas em sua cintura. Caminhou elegantemente até a cabeça, segurando-a pelos cabelos. Olhou em seus olhos.

-Isso mensageiro, é o seu prêmio. Sinta-se honrado, poucos já receberam.

A caçadora beijou os lábios do cadáver de forma voluptuosa, uma lascívia repugnante. Depois largou a cabeça sobre a mesa e desceu as escadas. Parte de sua missão estava completa. O caminho da Tropa do Corvo estava limpo. Faltava apenas um passo em sua missão.

Caçar o filho de Rester.

Continua...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cerimônia do Chá


Olá leitoras e leitores! Tão esperada, hoje é dia da continuação do conto
Queda Livre, postado pela primeira vez na primeiríssima edição da minha querida Cerimônia do Chá.

Sem mais delongas, curtam mais um ótimo texto da nossa colaboradora Sayu! E não deixem de conferir outros textos maneiríssimos dela em seu blog
Papel Rasgado.

Queda Livre

Parte 2

Estava escuro. Rachel estendeu as mãos.

Sentiu a escuridão escorrer por entre seus dedos. O breu era palpável, semi-sólido, como uma névoa densa em sua volta. Subitamente, a cortina negra se abriu ao seu redor.

Rachel se viu no topo de um edifício, observando os carros e as pessoas lá embaixo, ao longe. Muito longe. Estava alto, e apesar de nunca ter sido acometida de qualquer fobia de altura, achou que ia cair para trás com aquela visão.

Por outro lado... Uma voz em seu ouvido lhe dizia: “Pule, vamos. Liberte-se.”

Aquilo a fez se sentir estranha. Como se estivesse ansiosa para pular, ansiosa pela liberdade do vôo derradeiro. Uma risada macabra soou em seu ouvido.

“Pule, como eu pulei. E morra sem conseguir aplacar seu desespero... Como eu morri!”

Rachel virou-se, se deparando com um rosto desfigurado, olhos injetados de sangue. Foi empurrada para o vazio...


***


A jovem policial acordou gritando em sua cama. O teto de seu quarto a fez perceber que ainda estava ali, viva, e não caindo de um edifício. Porém, o sonho tinha sido extremamente real.

Seu coração batia descompassado.

- Preciso de café... – ela murmurou consigo mesma, afastando os cobertores.

O mesmo pesadelo a atacava novamente.


***


- Hey, Rach – James cumprimentou a parceira ao vê-la chegar na delegacia. – Você parece péssima. Passou a noite acordada?

- Quem dera – A policial disse, sem emoção. Sentou-se à sua mesa e começou a mexer em papéis distraidamente, esperando esquecer seu pesadelo.

- Já estou com o relatório do legista.

Rachel suspirou. O caso do elevador lhe perturbava e lhe intrigava ao mesmo tempo.

- Que rápido.

Nesse momento, o telefone na mesa de James toca, e ele atende. Sua expressão facial muda.

- Certo. Estamos a caminho.

- O que houve? – Rachel pergunta.

- Suicídio coletivo. – James responde, pegando o casaco e se retirando, com Rachel logo atrás.


***


- O que está acontecendo com as pessoas essa semana? – A policial exclamou, olhando para a massa sangrenta embaixo de plástico preto.

Vários curiosos se amontoavam em volta da fita amarela, e James olhava um dos corpos mais de perto. Rachel não queria chegar perto deles, o que era estranho para sua profissão, em que estava acostumada a lidar com esse tipo de coisa. Ela sentia algo muito sinistro ali.

- São todas mulheres – Ele concluiu, baixando o plástico. – Devem ter se atirado do último andar, pelo estado do corpo. Interessante...

- O que pode ser interessante em uma situação dessas, James?

- Lembra muito o corpo que encontramos no elevador ontem, apesar de ser uma situação completamente diferente.

- Certo... Vou coletar depoimentos – Rachel disse, querendo se livrar da visão do pesadelo que novamente a atormentava.

Ela foi até uma mulher que estava sentada em uma ambulância, levemente histérica. Parecia que tinha acabado de tomar um calmante.

- Senhora...

A mulher virou a cabeça rapidamente, parecendo mortalmente assustada.

- Eu disse pra elas não pularem!

- Acalme-se, senhora. Conte-me o que aconteceu, com calma.

- Foi a sombra! A sombra as matou... A sombra queria suas almas para si!

Rachel olhou para o médico ao lado. Ele deu de ombros, como se dissesse que nada podia fazer. Já tinha aplicado um calmante na mulher, mas parecia não estar fazendo muito efeito. Subitamente, ela começou a gritar, histérica.

- Eu sinto! Ela está sobre nós! EU A VEJO EM VOCÊ!

Dois médicos precisaram segurar a mulher enlouquecida para aplicar um sedativo, enquanto Rachel observava, transtornada. Havia algo de sinistro ali, ela tinha certeza. Seus sonhos a alertaram disso desde o início.

Continua na próxima cerimônia do chá!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rolando os Dados - A difícil missão do mestre!


Olá senhoras e senhores roladores de dados! Como andam passando?

Nessa semana eu vim falar sobre um tema meio aleatório, mas que incorre na minha cabeça, durante a escrita de uma história ou a elaboração de uma partida de RPG.

A morte.

Dos personagens, claro. Nas histórias, diferentemente da vida, é difícil ocorrer de alguém morrer "por acaso", em um acidente sem nenhuma repercussão para a "história". Busquem em suas memórias qual filme vocês já viram que tem um tipo de morte assim.

Os filmes de aventuras fantásticas, assim como os livros, não tem mortes desnecessárias. Não, ao menos, de personagens importantes. Essas mortes geralmente tem um propósito, um objetivo pra história. Matar um personagem que o leitor não vai sentir falta e não vai se lembrar das circunstâncias do falecimento é chato, não significa nada.

Mas quando morre um personagem querido pelo leitor/jogador, em uma situação memorável, aí sim há um acréscimo no enredo.

Pessoalmente, como mestre, não gosto que os personagens morram do nada, apenas caindo em uma batalha secundária. Gosto que os jogadores sintam o risco, mas torço pra que eles vençam. Uma morte é bem aproveitada quando para um grande vilão, numa batalha épica, ou numa situação onde aquela morte permite que outros se salvem, ou que a missão seja completada. Ou ainda, quando aquela morte, por si só, cria mais e mais ganchos para histórias futuras.

Aconselho alguns filmes e livros para me fazer entender melhor. O Último Samurai faz um excelente uso desse tipo de morte, com significado, em diversas passagens. Gladiador também. São filmes que mostram um clima que eu, pessoalmente, curto em aventuras de RPG ou histórias escritas.

Pra quem gosta do oposto, existem também várias histórias com esse clima mais cru, mais realista ao extremo, mostrando certas mortes estúpidas e sem sentido, como de fato ocorre na vida real. Desses eu estou lendo Xógum, e existem várias passagens onde os samurais tratam a morte como algo banal. Além disso, acabam ocorrendo mortes tão reais quanto possível, quando, por exemplo, ocorre um abalo de terra, e cento e cinquenta e poucas pessoas são soterradas, e depois todos continuam vivendo como se nada houvesse acontecido.

Enfim, desculpem-me se divaguei demais, mas isso é um tema que recorre em mesas de jogo, e eu fico pensando qual forma de encarar a morte de personagens é a melhor.

Fantástico ou Realista?

Isso quem responde são vocês.

Sayonara.

PS: Eu tinha umas imagens maneiras pra colocar, mas o blogspot resolveu me impedir, então eu as postarei em uma outra ocasião. Gomen!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Comunicado!


Olá senhoras e senhores, queridos leitores e colaboradores.
Antes de mais nada, muito obrigado pelo apoio! Graças à ele, estou me esforçando em melhorar sempre!

Vim informar que essa semana não haverá seguimento do conto "O Bardo" por duas razões.

A primeira é que a história chegou em um ponto onde eu preciso tomar decisões que a levem para o fim, de forma que, tendo sido a minha semana passada totalmente cheia com trabalhos e testes na faculdade, ainda não consegui tomar tais decisões.

A segunda é que eu me decepcionei com um assunto pessoal, e fiquei giga-desanimado pra escrever hoje, ou tomar qualquer decisão referente à história, de forma que, se hoje eu escrevesse, haveria o grande risco de ficar uma porcaria muito grande, matando personagens que não merecem ser mortos e tudo o mais.

Assim, peço grandes desculpas e espero que todos me compreendam.

Adoro vocês! E, não esquecendo, Brasil eô, vamos com tudo! rsrs

Sayonara e gomen!

PS: Quarta-feira tem "Rolando os Dados" de novo, pros leitores que curtem RPG. Abraços!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Bardo - Capítulo 7


Capítulo 7 - O Último Dragão.

James estava sentado no peitoril da janela de seu quarto, localizado no salão mais alto da torre mais baixa do templo sobre a montanha de Heller. O aposento era grande e, embora com decoração simples, não deixava de ter seus luxos. Era uma sala circular, com uma cama no centro, de madeira e colchão de lã, um carpete macio cobrindo toda a extensão do piso e uma pequena fonte de pedra, na parede oposta à da janela, de onde a água brotava e escoava, por um sistema de drenagem sofisticado, de forma que a fonte, do tamanho de uma tina grande, estava sempre cheia e com água pura e gelada do monte.

O rapaz olhava para a planície de tundra, vista do alto. Era impressionante como se estendia para todas as direções, até onde seus olhos podiam acompanhar. Havia se acostumado a muitas coisas, nesses meses que se passaram. Acostumara-se à rotina pesada de treino, acordando antes do sol nascer e deitando-se muito depois do poente. Às aulas teóricas sobre o Seishin e como manipulá-lo. Às práticas incessantes em seu controle e a quase obcessão de Rester com a perfeição de seu uso. Acostumara-se à solidão, pois embora tivesse ali a companhia de sua antiga mentora, de Draco, o cavaleiro encouraçado e de Leto, o assassino das sombras, quase não conversava com nenhum deles. Tentara, é verdade, mas foram todos evasivos e lacônicos, e ele desistiu do contato.

Acostumara-se com tudo isso, mas a visão da gigantesca floresta de tundra sempre o entretinha. Era enorme, e ali, naquela janela, ele sempre viajava em pensamentos. Em como sua vida tinha sido estranha desde o início. Ser deixado no conservatório Mordecai, em regime de internato, como o bastardo de um lorde que sabia não ser seu verdadeiro pai. As lições de música com o velho Aviharas, um excelente flautista. A chegada da estranha da lira, que tornou-se sua mentora, tanto na música quanto nas artes de guerra. Sempre estranhou a necessidade dela de ensiná-lo a lutar. Agora entendia o porquê.

Desde que Aviharas falecera, levado pela idade, sua mentora, lady Saddler, intensificara os treinos. Quando o conservatório foi atacado, eles rapidamente fugiram. Quase como se ela já esperasse o ataque, James pensou, como várias vezes pensara nesse detalhe. A tropa do corvo, enegrecendo os céus e terras por onde passaram. Foi uma longa viagem até o monte Heller. Até Rester, seu verdadeiro pai. Uma viagem sofrida, onde acabou por conhecer Leto, um assassino, que fez com que o rapaz lutasse com tudo para sobreviver, até se anunciar como aliado de seu pai. O garoto ainda pensava se Leto o teria matado, caso ele tivesse falhado em se defender. Melhor não descobrir.

Seus olhos foram desviados para seu sabre, sobre a cama. Mantinha a arma afiada com esmero, cuidando dela todos os dias. Nesses meses a espada tornara-se uma extensão de seu braço. Ele sabia que agora estava muito forte e esgrimindo com velocidade. Não sabia se seria o bastante, mas acreditava que poderia ainda melhorar. Seu controle do Seishin também estava melhorando, e ele agora conseguia escalar apenas tocando nas paredes, saltar grandes distâncias e aumentar em muito a potência de seus golpes, sem ficar cansado como ficava antigamente.

Entretanto, uma coisa perturbava o jovem. Seu pai lhe falara sobre uma técnica secreta. Algo que nem o próprio Rester conseguira dominar completamente. Uma evocação que levava ao extremo os limites físicos e mentais do conjurador, e que, feita corretamente, lhe permitia destruir qualquer coisa. Entretanto, feita de forma incorreta, levava à morte daquele que tentou conjurá-la.

O Último Dragão.

James treinava com afinco, mas temia a técnica. Temia o poder dela em si, e o que faria com tamanha dádiva. Temia a morte, a falha. Mais que tudo, temia ser incapaz de ajudar os outros e cair, antes mesmo de combater. Afinal, era só um garoto, na fase de inseguranças e anseios. Foi pensando nessas coisas que encaminhou-se para sua cama e adormeceu. Um sono conturbado, com montanhas, vales, rios. Uma casa grande sendo queimada. Uma mulher bonita sendo arrastada por correntes, junto com mais duas mulheres e uma adolescente. Um homem morto no chão. Soldados de armadura conduzindo prisioneiros para um castelo de torres negras, numa grande rocha segura por correntes na boca de um vulcão. A mulher sentada em um calabouço, chorando, abraçada com as outras duas mulheres e a adolescente. A jovem olhou em seus olhos.

Subitamente acordou, sentando-se em sua cama. Sentia os pelos arrepiados, a pele como que depois de uma descarga de energia elétrica. A mão segurou o cabo do sabre. Já desperto, ainda via os olhos da garota.

Prateados.

Já desperto, ainda via a mulher vertendo lágrimas. A bela mulher que um dia lhe ninara e lhe dera o nome de James, em homenagem ao seu avô materno. A linda nobre de Ibehria que o carregara no ventre por nove meses. Inspirou fundo o ar em seu peito e se levantou, paramentando-se para a batalha.

-Mãe, espere por mim. Não vou lhe desapontar.

Continua...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Comunicado!



Aiai, queridos leitores e leitoras! Parece que o post atrasar tá virando tão habitual que eu vou considerar colocá-lo sempre na quarta-feira... mas como essa semana não será bem assim, ainda não é uma decisão definitiva!

Assim sendo, por causa de mais um infortúnio acadêmico (aliás, três - Estudo Dirigido de Psiquiatria, Trabalho de Medicina Intensiva e Trabalho de Cardiologia), o conto será postado amanhã, dia 08/06!

Espero que me perdoem. Estou me esforçando!

PS: Mais uma vez, só pra não dizer que não postei NADA relativo ao conto O Bardo, está aí um concept art do jogo Fire Emblem (O Cavaleiro Negro, ou Black Knight, para os íntimos). Esse concept serviu como base de inspiração para a aparência de Draco, o cavaleiro encouraçado (embora eu tenha visto essa imagem DEPOIS de escrever o primeiro capítulo onde ele aparece... mas achei-o tão legal, que serviu pra mim como base). Ainda não fiz minhas próprias versões de cada personagem, mas isso está em andamento. Aguardem, para as próximas semanas, um post apenas com concept arts, by me.

Agradeço o apoio e compreensão!

Sayonara!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Bardo - Capítulo 6


Capítulo 6 - Liberdade e Lealdade

Dentro do enorme salão, havia um trono. De espaldar reto e alto, se erguia imponente, no centro do aposento. Composto de prata maciça, era o trono de um rei, ou de um Deus. Acomodado de forma quase relapsa, um homem alto, trajando vestes cinzentas. Seus cabelos longos, soltos, caíam sobre seu peito. Tinha o nariz reto e o queixo quadrado, coberto por uma barba rente. Seus olhos, ao contrário de sua postura, encaravam, firmes, o portão duplo que conduzia até sua alcova. Era um belo aposento, ele sabia. Sustentado por doze colunas de pedra negra, as paredes cobertas por runas, que contavam uma história muito importante. A história de sua família e de sua ascendência.

A história dos Tocados.

Rester se levantou do trono, se aproximando de uma das paredes. Lembrando-se das guerras e vitórias descritas nos entalhes, sentiu sua mente divagar. Mal se deu conta de que a porta havia sido aberta, e o cavaleiro encouraçado, Draco, conduzia o jovem James até o salão. O rapaz estava encabulado, quase não erguendo os olhos do chão. A voz clara do homem de armadura fez-se ouvir.

-Lorde Rester, eu lhe trago seu filho, o jovem amo James.

O garoto, involuntariamente, levantou os olhos, encarando seu pai. O manto de Rester deixava seus braços descobertos. Eram musculosos e com algumas cicatrizes. O braço direito era coberto por tatuagens de padrões tribais. As mãos eram cobertas por luvas de couro, com aberturas para os dedos. Suas vestes desciam até seus pés, calçados com sandálias de corda. James tinha mais a impressão de observar um centurião do que um lorde. O homem fez sinal para que Draco saísse, e ambos foram deixados à sós.

-Fez boa viagem até aqui?

A pergunta, tão simples quanto inusitada, desarmou James. Aquilo era preocupação genuína, preocupação paterna. O garoto caminhou para mais perto daquele homem intrigante e olhou para as runas na parede, desviando um pouco o olhar dos fortes olhos de Rester.

-Sim, acho que sim... o que são essas runas nas paredes? Parecem familiares, mas eu não sei traduzí-las.

Rester sorriu levemente. Contou ao garoto que, dois mil anos atrás, o mundo era governado por um reinado de tirania. Toda a civilização conhecida estava à mercê de ditadores e déspotas, corruptos, inescrupulosos. Àquele tempo, Yavan, um descendente direto do Astro Rei, desceu ao solo e combateu a maldade. Aquele ser celestial venceu a batalha e livrou os povos da escravidão e opressão. Yavan então casou-se, e teve treze filhos. Esses filhos formaram clãs, e cada clã tornou-se responsável por defender um aspecto da vida. Tinham apenas uma coisa em comum. Seus olhos e cabelos prateados.

-E essas runas contam a história de Aion, o filho mais novo de Yavan, cujo clã defendia a liberdade. Ele foi traído... todos foram... por Ikezo, aquele que defendia a lealdade... irônico, não? Aion se sacrificou para salvar seus filhos, duas crianças, e os enviou para um mosteiro. Lá foram os dois treinados e desenvolveram exímias capacidades de combate. Um deles ficou no mosteiro, sendo nomeado sumo-sacerdote. O outro resolveu viajar pelo mundo, aguardando o momento em que os filhos de Ikezo tentariam desferir seu golpe derradeiro na humanidade, assim ele estaria atento, e poderia lutar para impedir que o ideal que seu pai preservava, a liberdade, fosse mais uma vez ameaçado.

Era, definitivamente, muita informação para digerir de uma só vez. James caminhou lentamente, seguindo o fluxo das runas, tentando imaginar a história fantástica que acabara de ouvir. Celestiais, filhos mais velhos e mais novos, traição. Olhou novamente para Rester, que parecia pensativo.

-Você é o outro?

O homem se sentiu cansado, momentaneamente. Velho, até, embora aparentasse apenas quarenta e poucos anos. Depois sorriu. Seu filho parecia ter bastante da perspicácia de sua linhagem. Caminhou até o trono e olhou pela grande janela que ficava na parede atrás do espaldar. Podia ver as nuvens escuras se reunindo, um presságio dos tempos por vir.

-Sim, meu filho... meu irmão, desejoso de paz, ficou no mosteiro. Sinto saudades dele. Por muitos anos viajei por terra e mar, até me estabelecer aqui. Demorou dezoito anos para que eu conseguisse construir esse templo. Aqui passei longos anos em espera e meditação. Em alerta. Sabia que era questão de tempo para que os filhos de Ikezo atacassem novamente. E tinha razão... você mesmo viu a bandeira deles.

Corvo negro sobre fundo branco.

James lembrou-se do ataque ao conservatório Mordecai. Parecia ter acontecido há uma eternidade, embora não fizesse mais do que cinco semanas. Realmente aqueles soldados eram uma ameaça importante, e se houvesse número suficiente, poderiam conquistar toda Ibehria. Tocou, involuntariamente, o cabo do sabre. Surpreendeu-se ao ver um sorriso no rosto de Rester, que pareceu perceber seu movimento.

-Aqueles sob o estandarte do corvo são uma ameaça, e cabe à nós lidar com ela... sei que foi jogado nisso contra sua vontade, meu filho, mas eu peço seu auxílio. Fique aqui, em Heller. Treine comigo por doze meses. Aprenda o que eu tenho a ensinar... aprenda a controlar e a fazer fluir o Seishin. Juntos podemos vencer o mal que se abate sobre a liberdade das pessoas.

James pensou por alguns segundos apenas. Sempre havia procurado seu lugar no mundo. Naquele mundo, onde era um filho bastardo abandonado em um conservatório. Finalmente encontrara-se, mas em um mundo diferente. Um mundo onde era o filho de um herói de guerra. Um mundo que necessitava de sua ajuda para ser salvo. O garoto sorriu. Sabia, finalmente, o que deveria fazer.

-Conte comigo, pai.

Continua...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Comunicado!



Olá senhoras e senhores leitores! Novamente um infortúnio acadêmico se abate sobre este que vos escreve! Assim sendo, vim me desculpar pelo atraso na produção do conto "O Bardo". Aguardem que, esta quinta-feira, 03/06, ele já estará de volta!

Quanto ao último comunicado: O doce será entregue assim que possível!

E obrigado à todos pelo feedback sobre o layout do blog, a fonte, e muito obrigado pelo apoio e compreensão!

Adoro todos vocês!!

PS: Pra não dizer que eu não postei NADA sobre O Bardo, esse desenho, que eu fiz durante uma aula de microbiologia, na faculdade, foi a inspiração direta para o personagem central, James. Ele foi bastante influenciado por Vincent Valentine, de Final Fantasy VII. Cliquem na imagem para ver em maior resolução.

Sayonara.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Bardo - Capítulo 5


Capítulo 5 - Da escuridão, uma rosa

Uma garoa se iniciou enquanto James e sua instrutora começavam sua árdua escalada. O monte Heller, ponto mais alto do reino de Ibehria, um dente rasgando a tundra da planície. A trilha, se é que podia ser chamada assim, era anárquica, irregular. Pontos de apoio eram raros e enganosos. O progresso era lento. A umidade dificultava ainda mais, como se o próprio clima tentasse impedir a escalada. O céu, ao redor, de cinza tornava-se negro e, por duas vezes, relâmpagos cortaram o firmamento.

-James! Segure-se! Ande... com calma! A queda certamente nos mataria! Concentre-se!

O jovem fazia o melhor que podia. Suas mãos sangravam, seus pés doíam, as botas já rasgadas e ele sentindo o solo rochoso arranhar seus calcanhares. Mantinha a cabeça baixa, a respiração compassada. Estava encharcado, tremia de frio. Seu estômago reclamava de fome, mas tinham deixado os suprimentos para trás. Não poderiam escalar carregando muito peso. James levava apenas seu sabre, preso ao cinto, suas vestes e sua capa de viagem.

Progrediram mais vinte ou trinta metros, e, pelo Astro Rei, pensou o rapaz, aquilo não dava indícios de estar perto do fim. Sentia-se exausto fisicamente. Mas não era isso que mais o preocupava. Carregava um mau pressentimento. Um temor maior. Sentiu-se observado durante todo o percurso através da planície, antes de chegar na base da montanha. Era como se estivesse sendo seguido, vigiado. Mesmo ali, mesmo naquela situação, a sensação de olhos pesando em sua nuca lhe atormentava. Comentara isso com sua mestra, antes de a escalada começar. Conseguiu apenas palavras ríspidas, recomendando-lhe plena atenção apenas no ato de escalar em si. Recomendou que esquecesse tal sensação.

Mas não parava. Olhava constantemente por sobre os ombros, buscando sinal de seu perseguidor. A chuva aumentara, e sua visão agora alcançava apenas três ou quatro metros. Por quatro vezes tocou o punho do sabre, mas não o sacou, sabendo que seria repreendido por sua instrutora. Estava se sentindo uma criança assutada. Uma criança não conseguiria subir nem metade do que eu já subi, pensou. Preciso continuar. Finalmente verei meu pai. Finalmente poderei saber as verdades.

-James! Cuidado!

Uma fração de segundo salvou o garoto da morte. A flecha negra passou rente sua face, cortando uma linha abaixo do olho direito. O sangue lhe escorreu farto pelo rosto. Apoiou-se com o braço esquerdo no paredão de pedra, tentando visualizar seu oponente. Uma segunda flecha voou, cravando sua capa à rocha, mas sem ferí-lo. Sacou o sabre em posição defensiva. Ouviu uma gargalhada fria, mortal.

-Com que então o filho do famoso Rester é um pequeno cãozinho assutado? Eu esperava mais de você... mas, pelo visto, me enganei.

Um homem surgiu na trilha. Era alto e esguio. Tinha os cabelos longos, presos em uma longa trança, que lhe caía pelas costas. Caminhava levemente curvado. Tinha um bonito rosto, muito alvo, com nariz reto e penetrantes olhos negros. À cintura carregava uma sacola de linho, negra, de onde brotavam talvez duas dezenas de hastes negras, suas setas. Na mão esquerda portava um belo arco longo composto, de madeira negra e fosca, recoberto por runas que brilhavam num tom escarlate. Sobre o ombro direito via-se o cabo de uma espada, que estava embainhada às suas costas. Entretanto, o que mais chamava a atenção de James era sua armadura. Era como se as sombras ao redor cobrissem seu peito, coxas, canelas, ombros, braços e punhos. Parecia absurdo, mas a escuridão parecia oscilar ao redor do homem, tomando a forma de uma couraça.

-Quem é você, que ataca escondido? Não é homem o suficiente para mostrar o rosto antes do primeiro tiro?

O recém-chegado sorriu enquanto aguardava o garoto se livrar da capa, presa à rocha. Prendeu o arco nas suas costas, sacando a espada com a mão direita. Tinha a lâmina longa, recurvada, e seu cabo não possuía guarda. Uma espada exótica e letal, pensou James. O fio recurvado faria com que o corte fosse mais extenso. O jovem avançou um passo, hesitante. O sorriso no rosto do homem de negro alargou-se ainda mais, tornando-se quase grotesco. Já não parecia mais tão belo quanto quando chegara.

-Ora, ora, ora... então o filho de Rester me desafia... ah, e pensar que eu vivi pra ver isso... pois bem cãozinho, eu aceito. Vamos ver se há fibra em você, ou se é só mais uma marca na madeira.

O recém-chegado avançou com rapidez estonteante. James quase não conseguiu bloquear o golpe. A força do ataque deixou seu braço dormente. O homem de negro arremeteu com uma estocada, à curta distância, obrigando o garoto a girar de lado para não ser atravessado pela espada. O jovem tentou um contra-ataque circular, aparado com desdém por seu adversário, que avançou ainda mais, encurtando em muito o espaço para o combate.

-Como eu esperava, você é só mais um cãozinho que se sente seguro quando tem uma espada entre você e o alvo, mas que não sabe o que fazer quando sente o bafo da morte.

James foi atingido seis vezes. Seis potentes socos. Ombro esquerdo, dois nas costelas, abdome, queixo e rosto. Foi arremessado um metro para trás, batendo de costas no paredão de pedra. Estava tonto, a visão embaçada. Não entendia como alguém podia ser tão rápido. Mal enxergara o primeiro golpe. Tentou se reequilibrar, mas foi atingido novamente, por um chute em seu flanco direito. Cambaleou dois passos para o lado, vendo-se novamente muito próximo de seu oponente. Mais um soco e, se não estivesse apoiado à rocha, teria caído no chão. Mais uma gargalhada.

-Olha só... o cão ainda continua de pé... quase imprestável, mas de pé. É impressionante, impressionante... mas não é o bastante. Sua grande habilidade de Tocado é apanhar, apanhar e apanhar?

James levantou seus olhos prateados, encarando a negritude dos olhos do oponente.

-Se for necessário...

O jovem avançou, estocando. O adversário girou habilmente para a esquerda, ficando entre James e o precipício. O jovem tentou uma arremetida com o ombro, seguida de nova esquiva e novo giro, desta vez para as costas do rapaz, que golpeou com uma cotovelada. Novo giro, nova esquiva, e o oponente estava entre James e o paredão.

James sorriu, finalmente.

-Sabe, estranho, eu ainda estou aprendendo a controlar meu Seishin, e você acaba de me dar uma ótima oportunidade de treinamento.

A mão direita do rapaz permanecia erguida, na postura utilizada para desferir a cotovelada. A mão esquerda estava cruzada à frente de seu corpo, a palma aberta na direção do adversário. O homem de negro baixou os olhos na direção de um brilho que se formara entre os dedos do rapaz. A luz branca se expandiu, atingindo-o no abdome com potência suficiente para fazer seu corpo atingir a rocha, trincando-a atrás de si. Sentiu sangue encher sua boca e vazar por seus lábios. Sangue negro e viscoso, que escorreu até pingar e manchar o solo rochoso. Sorriu.

-Chega Leto! Já basta!

Ambos os adversários olharam para o precipício, de onde vinha a voz potente e grossa. Um cavaleiro, trajando couraça metálica da cabeça aos pés, jazia estático, como se caminhasse no ar. Empunhava, com uma única mão, uma espada enorme. O rosto era um enigma, coberto pelo elmo. Virou sua cabeça para o lado, parecendo olhar para a instrutora de James. A mulher tinha um leve sorriso no rosto.

-Não acha imprudente deixar o filho de Rester cruzar espadas com esse inconsequente, Lady Saddler?

A mulher cruzou os braços frente ao corpo, deixando a cabeça pender um pouco para a direita, em uma atitude um tanto charmosa.

-Ele precisa aprender, Draco. Você, mais que ninguém, sabe que a experiência vem apenas por meio das lutas nas quais arriscamos a vida. E bem sabemos que Leto é um oponente muito interessante. Letal, eu diria.

James pareceu confuso por um instante, mas apenas isso. Postou-se com retidão, embainhando seu sabre, e viu seu oponente fazer o mesmo com sua espada. Ambos se encararam.

-Ora, ora, ora... então, filho de Rester, até que você não é de todo ruim... tem potencial. Eu sou Leto, e trabalho pro seu velho faz um certo tempo. Foi um imenso prazer participar de forma tão ativa no seu aprendizado.

Os olhos prateados pareceram sorrir, embora o jovem mantivesse o semblante sério.

-O senhor é muito bom no que faz, senhor Leto. É muito rápido e ágil. Obrigado pela oportunidade ímpar - havia uma certa ironia em sua voz, mas, se foi percebida, não foi retrucada.

O cavaleiro caminhou até a encosta rochosa, tocando o solo com suas botas. Postou-se à frente do jovem, parecendo encará-lo.

-Vamos, jovem amo. Lorde Rester o aguarda.

Os quatro caminharam, a subida parecendo mais fácil. James suspeitou que seria por alguma manipulação do Seishin empregada pelo cavaleiro. Alguns minutos depois, avistaram um templo. Parecia um pequeno forte, com um muro alto e três torres craneladas. Parecia moldado à partir da rocha bruta, como que recortado na encosta da montanha. O cavaleiro fez-se ouvir mais uma vez.

-Bem vindo, jovem amo. O Alto Lorde o esperou por muito tempo.

E, lá atrás, na trilha, onde o sangue de Leto manchou o solo, brotou uma rosa de pétalas negras. Mas isso não foi visto por nenhum deles.

Continua...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Comunicado!



Olá pessoas! Infelizmente a prova de DIP (Doenças Infecto-Parasitárias) e o estudo frenético para a mesma me impediram de produzir o capítulo dessa semana! Mas não se desesperem, caros colegas, pois o mesmo será postado essa quarta-feira (26/05)!!!!!

Agradeço o apoio e a compreensão!!!

Domo Arigatou Gozeimashita!

Sayonara!!

PS: Quem souber o diagnóstico, ganha um doce!!! Responda nos comentários!!!